domingo, 6 de junho de 2010

elogio da tranquila idade


Não se Fosse uma tranquilidade
secular do verde ,
estrondosos ruíam
OS alicerces de qualquer amor .


São OS Estranhos círculos
Que Não vislumbram
uma quadratura .

uma poesia Perfeita
Está no Sossego
da morte .


7 comentários:

José Carlos Brandão disse...

Olá, Ângela. Saudade de falar com você. E você me vem com esse "elogio da tranquila idade". Lindo e dolorido. "A poesia perfeita / está no sossego / da morte." Que escuro!

Quero crer que todo escuro prenuncia uma claridade maior.

Um grande abraço.

ângela f. marques disse...

Olá José Carlos! Partilho da tua saudade. Obrigada.

Com certeza que a claridade virá...


Um beijo

Isabel disse...

vem sempre. mesmo que volte a partir. somos claro/escuros falantes.

Isabel disse...

beijo.

ângela f. marques disse...

mas sempre outra, a claridade.

nunca a mesma.

Isabel disse...

nunca nada é o mesmo.

maria manuel disse...

sim, "a tranquilidade/ do verde secular", uma âncora para o amor, para Eva renascer e olhar o outro para além da sua pele, para apaziguar o dessassossego em "sossego/ da morte" - a que nos é inevitável e a seu tempo virá, mas também a daqueles que nos deixaram e homenageamos na doçura da memória.
e sim, claro, concordo com vocês, nunca a mesma claridade, metamorfoses da vida. beijo grande, Ângela.

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