terça-feira, 1 de junho de 2010

JanelaLivro - 4

Desirée Dolron


Só me resta voltar à JanelaLivro , esgotados Que São OS Sonhos de Uma Vida sibilina .
Uma Janela Margens Tem que Não, Nem capa e Contracapa . Texto sem palimpsesto . Lágrima sem dor . Livro sem horizonte . Uma imagem Que não se estampa no verso -do Meu Corpo e um de Uma Eva nascer POR, Completamente nua , enquanto sobe como Escadas e declama versos soltos da literatura universal, Tentando seduzir - me com Rumores Líquidos Como se eu Fosse Ainda Deste Mundo.
Mas dinamitei o Diálogo . A imagem do Outro para la da Minha Pele. Como Vozes Que podiam salvar -me . Caminho desnorteada Por esse Cabo do Mundo e duvido metodicamente da Minha Existência com uma convicção MESMA Tem que como ondas AO desfazerem -se na Areia .
Criatura abortada , contemporânea do olhar Último de Ulisses, transpiro Secura Por poros Todos os, sorrio de Longe AO Adamastor e Mergulho deserto Nunca nenhum sem saber o Que É o NEVOEIRO .
Desassossego : Nome e verbo .
Criadora de estatuetas de terracota, com como Quem Escondidas brinco , ilumino como SUAS VIDAS Selvagens com Gritos , sem qualquer sombra de Pecado Chinês . Desconheço se Virei um sabre O destino de Antígona PORQUE desesperei de Assistir AO FIM da tragédia , incomodada com o Vizinho do lado , defensor acérrimo da comédia de costumes .
Rio : nome e verbo .
Encosto -me à Janela e olho Através do Livro : Ninguém mora Não faça lado de lá . Apenas os Mortos troçam da Minha USAR insistência em palavras como . E Apontam -me uma saida .

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