segunda-feira, 5 de julho de 2010

au hasard balthazar

Ginovski

desci os degraus
do anfiteatro
como se me dirigisse
a um oráculo
e espalhei sobre
o palco as cartas
do baralho.

quando me preparava
para tirar uma à sorte
fui empurrada
por uma vertigem
e decidi recolhê-las:

não quero saber nada antes do tempo.

2 comentários:

José Carlos Brandão disse...

Olá, Ângela. Seu espaço sempre acolhedor, gosto daqui. Este poema reflete a nossa condição humana: a existência é mágica, revelar o segredo, o mistério, estraga o prazer de viver. Mas dói. Ao mesmo tempo dói muito. Existimos fascinados pelo mistério, até pela dor de existir.
Um beijo, amiga.

maria josé quintela disse...

eu não queria saber...





beijo Ângela

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