domingo, 28 de março de 2010

a incrédula idade


Michelangelo Caravaggio

das religiões estagnadas
em dogmas ditos intemporais
nenhuma veste o manto da inocência.
por isso prefiro a fugacidade
de um gesto de amor.




não há caminhos sem escolhos
nem rosas sem espinhos.



se a folha apenas tivesse
uma face
nenhum poema poderia
ser escrito.


2 comentários:

maria manuel disse...

poema pleno de actualidade a suscitar reflexão séria sobre as instituições, a vida e o ser humano.

beijo, Ângela.

Nilson Barcelli disse...

Dizes tanto em tão poucas palavras...
As religiões são conservadoras (demasiado) para garantir a sobrevivência.
Mas há sempre uma visão plural em cada tema poético.
Excelente, querida amiga. Como sempre.
Beijos.

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