quinta-feira, 16 de setembro de 2010

gaivota

( relendo A Gaivota, de Anton Tchekov)

disparo palavras
eloquentes
sobre a gaivota,
de uma só rajada,
e ela devolve-me
o sangue cuspido
nos olhos
em pétalas rubras,
à hora em que o sol
se afoga
amareladamente
no horizonte do palco.

1 comentário:

Leonardo B. disse...

[já o mundo se afadiga em refazer a ordem do sol e dos astros: o poema declara a inocência dos pássaros e por consequência, do próprio céu que lhes serve de casa]

um imenso abraço, ângela

Leonardo B.

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