terça-feira, 28 de setembro de 2010

ouro sobre azul



desconheço o espírito
da linha recta assim como
a matéria do poema
e no entanto é de azul
que me alimento.
o ouro está no silêncio
da mão.

5 comentários:

Leonardo B. disse...

[e na mão que se começa a praia de todas as descobertas]

um imenso abraço,

Leonardo B.

Ana Oliveira disse...

Entre dois pontos...a linha...pode ser de sangue e a fome um grito que ninguém ouve.

Beijos

José Carlos Brandão disse...

Olá, Ângela.
... e seu inquieto azul sobre o ouro.
Um beijo.

maria manuel disse...

de azul as águas. ondulam no nosso olhar que estendemos ao horizonte, mas não é este linha recta senão limite do que alcançamos.
sempre de ouro o silêncio que nos permite receber tal alimento.

gosto da matéria do seu poema. beijo, Ângela.

José Marinho disse...

Estou em presença de uma poetisa enorme, é um prazer alimentar a alma com a sua escrita. A foto é óptima; enquadramento perfeito.

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