domingo, 21 de junho de 2009

meu mar - yamore


"...percorro assim a praia ao longo do teu braço."
Luís Miguel Nava





Poder-me -ão encontrar, trago um rapaz na minha
memória, a casa a uma janela
da qual me vem o sabor à boca,
falésias onde o aguardo à hora do crepúsculo.
Regresso assim ao mar de que não posso
falar sem recorrer ao fogo e as tempestades
ao longe multiplicam-nos os passos.
Onde eu não sonhe a solidão fá-lo por mim.
Luís Miguel Nava, Poesia Completa (1979 - 1994), Publ. D. Quixote

8 comentários:

José Carlos Brandão disse...

Muito obrigado pela poesia e pelo canto. Lindíssimo.
Ah, gosto de Cesárea Évora - costumo ouvi-la.

Abraços.

bettips disse...

Parece que sempre cruzámos os olhos...
Numa Babel-torre-de-menagem
donde observamos os dias.
Bjinhos

Graça disse...

Este é um dos poetas que eu gosto...

[e também gostava de estar na oficina de escrita :)]


Beijo, Ângela

Isabel disse...

todo o regresso é tempestade.


sabor primevo.



e os passos certos cegam-mos.

não é?


é................um abraço.

ângela marques disse...

sabemos que é:)

claro.

beijo-te, Isabel

Anónimo disse...

errata:

"cega.Nos" e não "cega.mos"....



sorry....

:)
y.

gabriela rocha martins disse...

esta ruptura em que te/nos deleitas - misto do feio belo - faz.me mergulhar mais fundo ,quando te reencontro


escrita


.
um beijo

gabriela rocha martins disse...

ah, esquecia.me de dizer há pouco - prefiro a antítese!

agora ,parto ,mas deixo.te outro


.
beijo

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