segunda-feira, 9 de novembro de 2009

diário íntimo



Hoje fui às compras com Charles Baudelaire porque não podia carregar com os sacos todos. Ele prometera ajudar-me desde que eu o deixasse à porta do Père-Lachaise.

Conversámos sobre gatos gaivotas e ganza. Mas eu ainda não estou melhor.

Quem sabe eu encontro um poeta do campo, habituado a carregar o peso da terra?





3 comentários:

maria josé quintela disse...

excelente companhia ângela.


e não falo de gatos. mas de palavras.


as tuas palavras. excelentes!



um abraço.

José Carlos Brandão disse...

O peso da terra é suave, Angela.
Dói o peso das cidades - que também são de terra, mas vá carregar o peso da terra no mato: é outra coisa.

Beijo.

Isabel disse...

a terra tb abate os poetas.


mas sobra sempre a alma.

carregada de vínculos e de raizes.


muito universal....esta "história".

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