segunda-feira, 9 de março de 2009

malabar/ismos

funâmbula,

escrevo-te

num fio

sem rede.








este começo

voluntário

sobre a folha

resvala

a pique.

esvoaça
a pena sobre a folha
e cai
em lágrimas derretida.



11 comentários:

Isabel disse...

raios!!!!!!!!!!!!!!!!!




tanto. em tão pouco.


.


a escorregar na fissura do tempo.


e.


bom sábado A.

beijo.


.piano.

maria josé quintela disse...

dos voos.




e das quedas livres.




(deixa-te cair)




um beijo.

José Carlos Brandão disse...

num fio

mais nada
o equilíbrio da escrita
à beira do abismo.

quando mais nada
nos resta.

Gostei imenso.
Um abraço.

ângela marques disse...

:) todos tocaram no ponto!

mas quero sublinhar o que disse a Isabel:
tento muito no mínimo possível.

obrigada.

isabel mendes ferreira disse...

boa tarde A.


dentro deste teu tempo....que outros tempos nunca derreteram...



beijo.

ângela marques disse...

:)... foi há tanto tempo!


raízes profundas de cada tecla
nesta tela asséptica
são a força que a rompe
em tecido rugoso.

boa noite, I.

beijo

Pedro S. Martins disse...

muito em pouco sem rede.

maria josé quintela disse...

há escritas à prova de água.




boa noite Ângela.

isabel mendes ferreira disse...

as raízes quando são profundas resistem mesmo. a tudo. até aos tempos.



beijo. A.

Bom dia.

Tchi disse...

A vida por um fio a estender-se mais além...

lupussignatus disse...

precário

equilíbrio

o que nos

sustenta

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