sexta-feira, 29 de maio de 2009

elogio da incerteza

Susan Sontag, por Annie Leibovitz
"Passam os tempos, vai dia trás dia,
incertos muito mais que ao vento as naves."
Sá de Miranda
teço e des
teço as palavras
ao ritmo do sol
ou do vento
umas vezes sirvo-me
delas, outras são elas
que se servem de mim
num jogo exibicionista.
e assim me vou
entregando paulatina
mente ao silêncio
que cobre o meu
corpo com o louco
requinte de medusa.

7 comentários:

José Carlos Brandão disse...

Por trás das palavras
o silêncio nos revela.
Por trás do corpo, a alma.

gabriela rocha martins disse...

usa e abusa

como exige

( tudo o mais não passa de devaneios de POETAS )

o nonsense


.
um beijo ,Angel(ita)
( é verdade ,no outro dia não me chegaste a dizer .tinhas ou não o pé partido? conta! )

Tchi disse...

Podes sim, ângela.

É segura. A cadeira :)

E até digo mais: está à venda. Mas não sei preço. Achei-a numa exposição.

P.S.: Mas partiram-te o pé? Pergunta que faço na sequência da interrogação da GRM! Tes que o "colar" :) Espero que não o tenhas partido.

Beijinhos.

maria josé quintela disse...

gosto do bordado nessa manta que depende de ritmos incertos.




um beijo ângela.

Tchi disse...

Digo: tens. Tu percebeste.

:)

Volto-me ao silêncio.

isabel mendes ferreira disse...

medusa ou flor


certo é o caminho. que se faz....ao vento....sempre na nave do sonho.~~~~boa noite
A.


beijo.

festinhas na Ingrid....:)

alice disse...

soube bem pôr a leitura em dia por aqui, ângela. espero que esteja tudo bem contigo e mando-te um grande beijinho.

visitantes da babel