sábado, 7 de fevereiro de 2009

um post que não é


Darmin Veletanlic'



"Toda a forma de criação autêntica e consequente procede da concomitante liberdade de não ser. (...) É por isso que a «criação», apropriadamente compreendida e experimentada, é um outro nome da «liberdade», desse fiat ou desse «que seja» que só tem sentido na sua relação virtualmente tautológica com o «que não seja» É apenas gratuitidade perante o ser - o ser é sempre um dom - que o artista, o poeta, o compositior pode ser qualificado de «divino», e que a sua prática pode ser considerada à do Fazedor primeiro."


George Steiner, Gramáticas da Criação, Relógio d'Água, 2001






"há três coisas que metem medo: a primeira, a segunda e a terceira.

A primeira chama-se vazio provocado, a segunda é dito o vazio continuado, e a terceira é também chamado o vazio vislumbrado.

Ora sabe-se que o Vazio, não se apoia sobre Nada.

Há, assim, três coisas que metem medo.

(...)a terceira é um corp 'a' screver. Só os que passam por lá é que sabem o que isso é."




Maria Gabriela Llansol, Geografia de Rebeldes, O Livro das Comunidades, Ed. Afrontamento, 1977



(para Nada)


12 comentários:

hora tardia disse...

e nada é Â. ou pelo menos é quase sempre o muito pouco que tenta agigantar-se para chegar a ser.

coisas de uma gramática sem pele nem ardis.


coisas de que nos apropriamos para que os dias façam algum sentido.

________________.


beijo.

ângela marques disse...

assim nós fazemos o/s sentido/s.......



beijo, I.

Multiolhares disse...

Talvez o medo seja só do desconhecido
bom fim de semana

isabel mendes ferreira disse...

não incomodas...nunca. keres um chocolate?


hum hum já não há.


desculpa...:)

__________mas no banco talvez possamos descansar a alma....quem sabe????

beijo.

ângela marques disse...

olha que é só eu atravessar a rua... sou louca o suficiente:)))))))) sabes, não sabes?

isabel mendes ferreira disse...

sei!

tem juízo!!!!!

ai ai ai estas profs......fica aí sossegadinha,,,,,


___________________:)))))

maria josé quintela disse...

obrigada Ângela.



sentei-me lá ao pé de ti. no banco.:)



um beijo.

ângela marques disse...

acho que já não cabe mais ninguém no banco!

só faltam uns chocolates para adoçar a alma:)))))))

maria josé quintela disse...

eu levo os chocolates... negros.




:)))

José Carlos Brandão disse...

Um poema para você:

O MEU MEDO

O meu medo não tem a voz de um morto,
não tem a minha própria voz.

O meu medo é uma folha em branco
como uma lápide fria.

O meu medo não é o quarto escuro,
não é a igreja vazia na noite.

O meu medo é a paisagem nua,
com o abismo da rosa sobre a pedra.

O meu medo não tem o peso de um morto,
os mortos são leves como plumas brancas.

O meu medo não é a ferida nos lábios,
não são os olhos vazados.

O meu medo é Deus não me encontrar,
o meu medo é a minha própria ausência.

Um grande abraço,
Brandão.

ângela marques disse...

Obrigada pelo poema, Brandão!

abraço

LM,paris disse...

até me arrepiei, e nao é desta gripe que me moe...
também quero estar no banco...contigo e vocês todinhas , e a comer chocolates pretos pequena, à beira do rio, com a Maria gabriel a escrever com a pele e eu a afiar làpizes...
xis,
ps, e também faço um miminho ao gato enrolado .
LM

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