domingo, 8 de fevereiro de 2009

uma casa a sul

Jean-Guy Roy

retomar o caminho rugoso em direcção ao sul, entre duas páginas, para erguer pedra a pedra a casa rasteira. onde o cheiro da terra se confunda com o do fogão e o do jasmim. longe, o mar, delineando versos na areia, serve apenas de cenário.
no centro da sala a esteira adormece o gato enrolado nos seus pensamentos, enquanto Ana e Maria lambem o musgo que nasce ao pé da janela do quarto. o vaso de begónias ilumina o chão.

do lado de fora, não se ouvem os gemidos de amor.

13 comentários:

maria josé quintela disse...

como eu queria assim uma casa ao sul!






beijo.

José Carlos Brandão disse...

tá bem, me rendo.
É lindo isso.

Isabel disse...

e eu tb vou. em caminhos de pedras rugosas. não para o sul. para o mais a.dentro.



boa viagem A. que mereces!


(texto limpo. chão do melhor jasmim).

ângela marques disse...

tu és a fotógrafa, Zé!... mãos á obra.

beijo


Brandão,
espero que não tenha custado muito a engolir:))))))
Abraço


I.

Repito-te a citação: "A vida é literatura."
e o meu sul também é um pouco para dentro:)
os textos são ocos, opacos, atritos que me ajudam a gaguejar.

beijuuuu

ângela marques disse...

Aiiiiiiiiiiii... porra que eu detesto erros. juro q foi a merda das teclas: "mãos à obra"

desculpem-me

Isabel disse...

ih ih ih ....



Plim.

gabriela rocha martins disse...

dois registos
tão díspares quanto soberbos

em explosão



.
um beijo

ângela marques disse...

Gabriela,

Não sei, mas gosto de tocar vários instrumentos:)...
Obrigada.

um beijo

Jade disse...

Não chega ter uma casa...é preciso sentir que "temos" uma casa...
Um texto encantador...como sempre

Bandida disse...

chego agora aqui e fico desnorteada. magnífico texto.
do lado de fora ouve-se o ronronar dos gatos e do mar. será?

ângela marques disse...

de certeza que sim, Bandida!:)
ainda bem que ficas desnorteada. perder o norte é o melhor que há:))))))))

Tchi disse...

disparidades do fora e do dentro.

Gertrudes Santos disse...

K encontres a tua "Casa" no sul do teu norte interior. Deixa a janela aberta para k os sussurros amorosos se confundam com o som do mar. Olha o azul do céu como vai mudando de tonalidade, a cada abraço, até ao escuro total da noite. E k esta te traga a Paz num sono descansado.
Boa noite, Ângela!
Obrigada por nos presenteares com textos tão poéticos e sugestivos.
Gert

visitantes da babel